Palestras Católicas

Namorando Santamente

Posted in Castidade by irmãzinha on 27/02/2009
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Para baixar a projeção Namorando Santamente, basta clicar em namorando_santamente.

Namorando Santamente

Os jovens precisam de orientação. Mas ela não existe. Em casa, os pais não conversam com os filhos enquanto eles são (des)educados pela grande mídia (v.g.:TV)  que, desde pequenos, os erotizam e, depois,  ensina aos adolescentes que é importante ter relações sexuais sem nenhum compromisso, para “experimentar”. Infelizmente, é assim que a maioria dos jovens está reagindo ante o seu próprio corpo e o de outrem: tratando-o como um objeto sexual.

As meninas se vestem de modo insinuante, os meninos estão se envaidecendo com seus brinquinhos na orelha e músculos de hormônio para cavalo. Tudo isso para parecer um objeto bem atrativo e, sobretudo, sexy. Prontos para serem usados, experimentados e jogados fora.

Contra essa inversão de valores, a nossa proposta é, simplesmente, o equilíbrio. A sua valorização enquanto ser humano. Você não precisa se escravizar aos ditames de um mundo que não lhe respeita e o faz repetir que quer sexo, sem nem saber o que vai lhe acontecer depois disso, como se seus atos não tivessem consequências ou como se você e as outras pessoas fossem brinquedos para se divertir por um momento e depois esquecê-los em um canto qualquer, veja a abordagem de Jason Evert sobre o tema:

O sítio 50 questões sobre a vida e o amorrelembra-nos que uma relação sexual antes do Matrimônio precipita os acontecimentos e destrói o verdadeiro namoro, o qual serve apenas para conhecer a alma do outro, conversando; e não o corpo, tendo relações sexuais. Hodiernamente, as pessoas casadas estão se divorciando com tanta frequência por esse motivo: casam-se com desconhecidos porque, na época do namoro, deram muito mais ênfase ao prazer que o corpo de outrem poderia lhe proporcionar e nenhum a quem aquela pessoa realmente é, aos valores de sua alma que só podem ser descobertos através do diálogo:

Com efeito, os carinhos sensuais precipitam a evolução da relação porque criam muito rapidamente uma exigência de vida em comum. É então muito mais difícil pôr em questão a sua escolha e, eventualmente interromper a relação. Acontece também que a vida sexual esconde, no casal, a expressão da ternura e a construção da comunicação: a linguagem dos corpos substitui muito depressa o diálogo em profundidade. Como ainda não há compromisso, pode-se também experimentar um medo de se dar a alguém que não nos acolhe na totalidade ou que não estaria em condições de assumir a vinda de um eventual filho.

Ainda namorados e tendo relações sexuais, no entretanto, a linguagem dos corpos substituirá muito depressa o diálogo em profundidade, o casal ficará mais  envolvido fisicamente (normalmente um dos dois mais que o outro) e, após terem deixado se levar pelo instinto, quando um dos dois perceber que aquela pessoa não seria um(a) bom(boa) companheiro(a) ou mesmo quando “cansar-se dela” – devido à mentalidade utilitarista – será muito mais doloroso e difícil terminar a relação porque nenhum ser humano é, de fato, um objeto.

Um namoro desses não se prestou a seu fim que era conhecer a alma do outro. Os corpos foram muito bem conhecidos e “aproveitados”, mas um ser humano não pode ter separada a mente do seu corpo e os problemas psicológicos decorrentes disso vão se manifestar, de algum modo, na sua vida. Já dizia São Francisco de Sales que a tristeza, na maioria das vezes, em nada é aproveitável porque deprime e abate a alma.

Você, jovem, que já passou por isso, use essa tristeza para o único bem que ela pode lhe trazer: a  conversão: confesse ao padre sua fornicação ou adultério. Lave-se dessa culpa e revista-se de um homem novo através da oração e da prudência. Veja o recomeço da noiva de Jason Evert, hoje sua esposa, Crystalina Evert, que nos ensina: “Não importa quem você seja, onde esteve ou o que fez. Tudo o que importa agora é para onde você vai daqui em diante”. Confira:

Se você ainda não passou por isso, não se presuma forte porque sabemos que nossa carne é fraca e que, a qualquer momento, podemos cair em tentação. Tenha, você também, prudência.

Muitas pessoas são virgens, mas não são castas. Para guardar a castidade juntamente com a virgindade, é preciso ter prudência

Nosso Senhor nos diz que se algum homem olhar para uma mulher com desejo sexual (veja bem, um homem que não teve relação sexual com ela, apenas fantasiou essa relação, deleitou-se ), já fornicou (ou adulterou se for casada) com ela em seu coração. Você poderia indagar: mas eu soube que sentir não é pecado, pecado é consentir! De fato, você não está enganado. Mas quando você fantasia ou se deleita, está consentindo no seu coração e está pecando mortalmente, claro que de forma menos grave do que quando se chega às vias de fato. Dos pecados capitais, a luxúria e a inveja são os únicos que, uma vez praticados, já são, também, mortais porque se colocam diretamente contra a caridade para com Deus e para com os homens: lembre-se que a sexualidade contém o ser humano em potência e, consequentemente, exige por este fato uma parte daquele respeito que é exigida pela própria dignidade humana.

Alguns poderiam imaginar: mas isso é um exagero! Não é.  Um sujeito, antes de matar outra pessoa, consente com a ira, deixa seu coração dominado pelo ódio até que, planejando tudo minunciosamente, mata o inocente alvo. Ora, antes de matá-lo, ele já estava em pecado mortal, porque, no seu coração, já havia consentido com esse crime. Se, talvez, tivesse se arrependido e confessado antes a algum padre o que planejara, poderia ser que não chegasse às vias de fato (que tem, obviamente, maior gravidade do que a fantasia).

As pessoas não cometem seus erros do nada, há um processo que se inicia em seus pensamentos  e concretiza-se no coração para, depois, exteriorizar-se. Esse ciclo vicioso deve ser interrompido antes e isso só depende de você.

Se nós nos amássemos… E não “se nós nos amassássemos”…

Então, meu amigo, eu lhe pergunto: ficar se agarrando (ou mesmo, como dizem por aí, se amassando) com o(a) namorado(a) é pecado? Sim. É muito difícil alguém fazer isso e não consentir com um desejo sexual, incialmente no seu coração. O corpo se excita e se prepara para uma relação sexual com esse tipo de atitude. Alguém beija o(a) namorado(a) – como hoje se costuma fazer- sem ficar excitado(a)? Não se engane, somos carne e não anjos.

Quer namorar santamente? É difícil. Mas só assim você não peca enquanto namora. A projeção de slides refere algumas dicas de como fazê-lo. Quando fala em distância dos corpos, significa: não se amassar, não se agarrar, não se beijar na boca. Difícil? (escuto um coro ensurdescedor: DEMAIS!). Experimente: é libertador. Só assim você estará respeitando integralmente aquela pessoa, ela não se desconcentrará em seus afazeres pensando na hora que vai agarrá-lo(a), e pensará: agora vou conhecer meu(minha) namorado(a), vamos conversar, é tão bom estar em sua companhia! Será mais sadio, será santo e católico, será, realmente, um Namoro com “N” maiúsculo:

Por outro lado, não ter relações sexuais antes do casamento fortifica a castidade. A castidade, que manifesta o sentido profundo que tenho da minha dignidade, é igualmente um respeito pelo outro, na sua diferença e no seu direito a ser ele mesmo; é uma renúncia a toda idéia de poder sobre o outro e a aceitação do seu consentimento necessário. A castidade é também transparência, permitindo ao corpo ser sinal não equívoco, mas puro do amor.

Se você namorar assim alguém, poderá transferir esse carinho casto e respeitador a Jesus Cristo. E, com isso, enamorar-se de Nosso Senhor. O filósofo Julián Marías explica que o “en” de “enamorar-se” indica instalação; quando você  chega, fica e permanece. Por isso, o enamorado nunca está só: já se projeta misteriosamente com essa pessoa e em sua ausência.

Já foi dito que Deus deseja que aprendamos a amar, além dEle mesmo, algumas outras coisas pelas quais, vindo a conhecer através destas o que é o amor, possamos aprender a amar a Deus em si mesmo; dessa forma,  sabendo que a pessoa amada se converte em nosso projeto – na esfera do futuro em comum que pretendemos com a mesma e das ações que realizamos para tanto, a partir do momento em que a conhecemos – devemos nos tornar enamorados do Deus filho a ponto d’Ele também ser nosso projeto que implique mudança da nossa realidade de modo irrenunciável e incondicional, escolhendo esse amor que é Jesus com todas as consequências (dolorosas e/ou alegres). Negá-lo será, claramente, negar a si mesmo. Assim, podemos avaliar se nossa fé é verdadeira  e não mera superstição; posto que, se  nos transformar, aumentando nosso amor por Deus, é viva e, portanto, verdadeira.

Ao  contemplar, pois, Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento enamoradamente, seus olhos poderão se tornar iguais aos da criança que você foi no passado, que olhava para as pessoas com pureza. Destarte, eles poderão se tornar capazes de enxergar Deus porque se você não for como essas criancinhas, não entrará no Reino dos Céus: bem aventurados os puros de coração porque estes verão a Deus!

jesus-sacramentado

Iesu Dulcis

A doce lembrança de Jesus dá as verdadeiras alegrias ao coração: mais doce, porém, que o mel e que tudo, é a doçura de Sua presença. Nada se canta mais suave, nada se ouve mais melodioso, nada se pensa mais doce, do que Jesus, o Filho de Deus. Ó Jesus, esperança dos arrependidos: como sois carinhoso para os que Vos imploram! Como sois bondoso para os que Vos procuram! O que sereis, então, para os que Vos encontram? Não há palavra que o diga, nem letra que o saiba exprimir: só quem já experimentou pode crer o que seja amar Jesus. Sede, Jesus, nossa alegria, Vós que haveis de ser nosso prêmio: que a nossa glória repouse em Vós, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Para ler o panfleto do Pe. Luís Carlos Lodi da Cruz sobre Namoro, clique aqui.

Para ver um outro panfleto sobre Namoro e Castidade que deve ser imprimido na ordem que está para virar um livreto da seguinte forma: imprimir/ todos/ duas folhas por página/ frente e verso. Assim, teremos a seguinte ordem: a gravura maior como capa (1); a figura somente com o rosto da menina e, um pouco mais abaixo, com o rosto somente do menino no primeiro verso (2); a figura com o casal (3) e, no verso desta, a parte sem figuras (4). Basta clicar aqui.

 

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