Palestras Católicas

Células Tronco Embrionária e Adulta

Posted in Células Tronco by irmãzinha on 26/02/2009
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Se você deseja baixar a projeção acima,  Células Tronco Embrionária e Adulta, basta clicar em celulastronco.

Células Tronco: não adianta se falar sobre esse tema sem explicar de onde vêm os bebês. Vocês poderiam contestar: mas, todos sabem de onde vêm os bebês, isso é conversa para criança! Ledo engano, meus amigos. Estamos falando de bebês congelados. São estes os alvos dessa indústria desumana de biotecnologia que não vê limites para ciência, onde a ética é relativizada e o fim do progresso não é mais o homem, ele também passou a ser um meio.

Essa problemática dos embriões congelados começou por um único motivo: fertilização in vitro.  É importante que as pessoas saibam como é realizada essa técnica para terem idéia de por que é condenada pela reta razão.

Para se realizar a fertilização in vitro,  a mulher necessita ingerir uma superdosagem de hormônio a fim de expelir de 10 a 20 óvulos do seu ovário de uma só vez. Isso porque, naturalmente, ela é capaz de produzir, por ciclo menstrual, somente um óvulo. A ingestão dessa grande quantidade de hormônio pode, além de tudo, danificar a saúde dessa mulher: quanto mais jovem for, maior o risco de Acidente Vascular Cerebral  (AVC) e outros problemas circulatórios como Trombose Venosa Profunda (TVP).

Depois de ingerida as pílulas para estimular a produção exagerada de óvulos, espera-se cerca de 36 horas para que os óvulos sejam expelidos e, então, serem coletados da paciente:

                     coleta4

No dia da coleta, a mulher toma progesterona artifical, um outro hormônio que preparará o seu endométrio (camada interna do útero) para, se a criança tiver sorte, aninhar-se e desenvolver-se. No mesmo dia, através da masturbação, o homem expele espermatozóides que serão colhidos para seleção, análise e posterior fertilização in vitro:

 fiv

A figura acima mostra a injeção de um espermatozóide dentro do óvulo através de uma micromanipulação em laboratório (em um vidro). A partir do momento dessa fertilização , especificamente, na fusão do núcleo do espermatozóide com o núcelo da célula ovular, surge um novo organismo humano em estágio de uma única célula chamada zigoto.  Dos 20 óvulos produzidos por aquela mulher e que serão fertilizados nesse vidro, surgirão 20 filhos (ou mais se destes, numa mesmo zigoto, conter gêmeos).

Esses 20 filhos são submetidos a um controle de qualidade. Alguns que não apresentam problemas, em torno de quatro, são transferidos em estágio de embrião para o útero:

implantacao2

Os embriões restantes (20-4 =16), serão congelados. E é daqui de onde vêm os bebês congelados ou embriões congelados. Dos quatro que foram implantados no útero, pode ocorrer que nenhum se aninhe, pode ocorrer que os quatro nidem. Neste último caso,  o técnico explica à mulher que ela “pegou” quatro embriões, mas para que não tenha problemas gestacionais, pode reduzir o número de  alguns e ficar só com um ou dois. A  redução embrionária é um eufemismo para a palavra aborto. O que acontecerá é um aborto de dois ou três filhos daquela mulher, para que ela deixe crescer apenas um ou dois dos quatro que se aninharam no seu útero. O vídeo abaixo mostra como ocorre a redução embrionária:

                                                                                               

Depois de explicado esses detalhes, será mais fácil das pessoas compreenderem todas as implicações éticas e morais que envolve esse tema. O Pe. Luís Carlos Lodi da Cruz, escreveu o artigo Tronco de Mentiras que explica de forma bem didática como é a terapia com células tronco.

A Dra. Lilian Piñero Eça, presidente do Instituto de Pesquisas de Células Tronco – IPCTRON,  foi entrevistada em Agosto de 2005, no auge dos debates no Brasil sobre essa questão, e nos fornece muitas colocações interessantes, sendo ela uma cientista que trabalha com Células Tronco Adultas, mas, por consciência ética, não faz pesquisas com Células Tronco de Embriões Humanos é importante observar seu posicionamento sensato (cf. essa entrevista aqui).

A Dra. Alice Teixeira Ferreira, cientista e pesquisadora pela Unifesp, demonstra que, além de tudo, somente existe prejuízo nas pesquisas com células tronco de embriões humanos através da explanação Quem apostou na pesquisa com embriões não reconhece que perdeu a aposta.

Em janeiro de 2004, os cientistas de todo mundo tomaram conhecimento do caso de terapia clínica com células tronco de embriões humanos na Rússia. As pessoas foram atrás de diminuir o número de rugas e a quantidade de cabelos brancos e acabaram desenvolvendo tumores no local onde foi aplicado células tronco de embriões humanos. Isso foi publicado, em inglês, pela News Week.

Atualmente, a Globo noticiou outro caso russo  de um menino tratado com células tronco fetais em 2001 (obtidas de fetos pouco antes de serem abortados) e que, atualmente, em fevereiro de 2009, desenvolveu sérios tumores: Menino tratado com células tronco desenvolve tumores.

A grande mídia brasileira está divulgando hoje esses casos porque não necessita mais confundir o grande público sobre a estatrosférica diferença entre células tronco adultas e embrionárias. Nem esconder sobre os fracassos obtidos com a manipulação dessas últimas porque o Art. 5º da Lei de Biossegurança foi aprovado e a manipulação de embriões humanos passou a ser permitida no Brasil.

A projeção de slides do início desse artigo nos mostra por que as células adultas são melhores que as embrionárias em todos os aspectos: não existe implicações éticas em manipulá-las porque não são obtidas através da morte de nenhum ser humano em nenhum estágio que se encontre; apresentam melhores resultados sem as implicações clínicas de tumores que estão sendo verificadas com as células tronco de embriões humanos, além de poderem ser “reprogramadas” em capacidade semelhante a das células tronco de embriões humanos para estudo (células tronco pluripotenciais induzidas).

Se as coisas são efetivamente assim, você poderia indagar: por quê? Por que essa insistência em manipular células tronco embrionárias humanas para fins clínicos, sendo que as células tronco adultas, além de serem retiradas do próprio organismo da pessoa que receberá o tratamento, não têm implicações éticas e risco de rejeição como costuma ocorrer quando células de outro organismo são transplantadas em alguém? A resposta pode ser dada através de uma série de adjetivos: egoísmo, ganância ilimitada, curiosidade perversa. Mas existe também outro fator: encontrar tratamentos caros para que essas indústrias de biotecnologia lucrem mais ainda do que imaginam. O tratamento com células adultas está se revelando mais acessível e promissor, é preciso complicar: clonar um ser humano para daí tirar um órgão dele para daí implantar em alguém e matar aquele ser humano clonado para fins terapêuticos, já que não é mais necessária sua existência; ou ir atrás de células tronco embrionárias humanas extraídas de embriões congelados que estão em alguma clínica de fertilização in vitro que não quer perder tempo (nem dinheiro) em mantê-los; ou, talvez, fomentar o comércio para compra de óvulos de mulheres que querem ganhar uma grana extra a fim de que esses óvulos sejam fertilizados com o espermatozóide de alguém para daí se desenvolver até o estágio embrionário, ser explodido e, depois, utilizado no tratamento revolucionário tabajara e, finalmente, extorquir todo seu dinheiro e sua vida atrás de uma cura que não vêm nunca.

Ainda, por fim, o resultado disso tudo é o desrespeito sem limites da dignidade do ser humano: será muito mais fácil aceitar o aborto, a eutanásia, a utilização de indivíduos pobres e ignorantes como cobaias desprotegidas de alguma vacina que está sendo inventada, etc; a partir do momento em que somos rebaixados a instrumento, qual cobaia de laboratório,  nas mãos de cientistas sem escrúpulos.

Quanto a essa situação crítica relacionada às clínicas de fertilização in vitro, o que poderia ser feito? Primeiro, esse problema deve ser encarado de frente. O que realmente queremos fazer? O que é correto ou o que é mais cômodo? Se quisermos fazer o que é correto, devemos lutar para que não se produza mais embriões congelados e isso seria proibir o funcionamento das clínicas de fertilização in vitro.

As legislações, no que se refere às biotecnologias, deveriam, ao menos,  conferir proteção integral a esses bebês em estágio embrionário e, pois, tão indefesos. O Pe. Luís Carlos Lodi da Cruz, em seu livro Aborto na Rede Hospitalar Pública: o Estado financiando o Crime, nos traz o  exemplo da Itália que determinou para proteger, nesse caso, os embriões gerados em decorrência da fertilização in vitro:

Na Itália, em 19 de fevereiro de 2004, o Parlamento aprovou a Lei n. 40, ‘Norma em matéria de procriação medicamente assistida’, que protege o embrião humano originado por fertilização in vitro. Essa lei proíbe a destruição e a crioconservação (congelamento) de embriões (art. 14,1), a produção de embriões em número superior ao necessário para um único implante, e que nunca poderá ser superior a três (art. 14,2), e a ‘redução embrionária’ em caso de gravidez múltipla (art. 14,3). Quem praticar qualquer dessas condutas é punido com até três anos de reclusão, e com multa de 50.000 a 150.000 euros (art. 14,6).

Não é a melhor solução, é apenas um mal menor.

No fundo, tudo isso (o comércio de vida humana inocente advindo desse absurdo da FIV)  já deveria ter sido pensado antes de acontecer a situação nefasta e anormal instalada para ser impedida desde a raiz e, em verdade, o foi: mas quem escuta a voz da razão nesse tempo de loucuras? O poder, a soberba e o egoísmo  cegam as pessoas. Elas deveriam se acostumar a antever a consequência dos seus atos antes de querer brincar de Deus, aliás, todos nós.

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6 Respostas

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  1. heloisa said, on 21/07/2010 at 6:33 pm

    Olá, gostaria de saber se podem me ajudar,
    Meu nome é Heloisa, sou estudante de enfermagem da PUC , e estou desenvolvendo meu TCC : Projeto de pesquisa ÉTICA EM ENFERMAGEM:A INTERFACE ENTRE A CIENCIA E O CATÓLICISMO EM RELAÇÃO A CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS .
    Sobre a Posição da igreja não estou conseguindo muita coisa, vocês podem me ajudar…
    Gostei muito do que a “irmazinha esceveu, vc tem mais fontes?

  2. irmãzinha said, on 30/07/2010 at 2:43 pm

    Prezada Heloisa,

    Esse texto coloca justamente a posição da Igreja Católica sobre esse assunto.

    Mas você pode conseguir muitos dados sobre esse assunto, do ponto de vista da reta ciência, buscando os textos da Dra. Alice Teixeira Ferreira que é professora da Unifesp e reconhecida mundialmente pelo seu trabalho com células tronco adulta, pois é contra a manipulação de células tronco embrionárias. Inclusive, a Canção Nova publicou um vídeo com palestra sobre o assunto, em que estava presente Dra. Alice e outros, sendo que o Prof. Felipe Aquino intermediava as colocações:

    http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/03/05/historico-das-celulas-tronco-embrionarias/

    A Dra. Lilian Piñero Eça do Instituto de Pesquisas com Células Tronco (Adultas): http://www.ipctron.com.br/, também é conforme com o pensamento da Igreja. Você pode, inclusive, procurar entrar em contato com a Dra. Lilian, pois o e-mail dela está disponível no site do IPCTRON.

    Enfim, a partir desse texto que está postado no blog, diversas fontes podem ser encontradas.

    Procuraremos repassar alguns textos por e-mail também.

    Saiba que, atualmente, por isso nem se fala mais nisso, já está totalmente defasada a pesquisa com células tronco embrionárias devido a seus pífios resultados.

    Abraços,

    Irmazinha

  3. Rosângela said, on 14/01/2011 at 5:35 pm

    Gostaria de um artigo que falasse sobre as células tronco e a técnica de enfermagem.
    Qual seria a importância desse profissional no tocante ao assunto.
    Aguardo ansiosa uma resposta.

  4. irmãzinha said, on 19/01/2011 at 1:46 pm

    Rosângela,

    Infelizmente, não possuo artigos com esse conteúdo. Espero que encontre algo a respeito.

    Cordialmente.

  5. Mariana Silva said, on 04/11/2011 at 10:51 am

    como você ou vocês que realizaram esse trabalho são leigos! Para sua informação não é preciso que vários embriões morram para que outras pessoas possam sobreviver! A partir de uma única células de um embrião, pode se gerar infinitas células embrionárias. até hoje apenas um embrião foi extraído para tais estudos nos EUA, onde os mesmos distribuíram amostras para o mundo inteiros que também fazem os mesmos estudos. E para sua informação a lei de biossegurança diz que: “os embriões precisam estar guardados à pelo menos três anos, e precisam da autorização dos diretores para que eles sejam doados para a pesquisa”. Mas como dito anteriormente não precisam de embriões mas sim de um embrião e esse único já foi utilizado. Por fim não há a necessidade de que mais embriões sejam sacrificados e tão pouco todo esse escanda-lo feitos por vós senhores.

  6. irmãzinha said, on 04/11/2011 at 4:41 pm

    Prezada Mariana Silva,

    Para vossa informação, a multiplicação de células retiradas após a explosão de um ser humano em fase embrionária é igual a de uma célula cancerígena, por ser desordenada e descontrolada. Ainda assim, aqueles pesquisadores sem escrúpulos utilizam tantos quantos embriões lhes forem doados para pesquisas porque, se isso não fosse assim, para que exigiriam uma lei a fim de que pais pudessem doar embriões – filhos seus – congelados em grande número? E ainda que fosse necessário apenas um único ser humano em fase embrionária, seríamos contra a doação para pesquisas, porque ninguém pode matar um filho de Deus como se fosse um rato de laboratório, afinal isso fere a dignidade humana. Imagine se, para “fazer experiências pelo mundo inteiro”, explodissem o corpo da Mariana Silva e distribuissem suas partes por todos os cantos?

    A lei de biossegurança, como se sabe, diz para se esperar três anos para explodir embriões, mas existem crianças que, depois de 14 anos congelada na fase embrionária, conseguiram ser geradas e nascer com saúde, veja exemplo nesse link: http://contra-o-aborto.blogspot.com/2009/06/14-anos-e-um-corpinho-de-3.html

    Tudo isso só prova que os métodos de identificação de um embrião “inviável” (critério: três anos congelado) é mais do que arbitrário, é absurdo, interesseiro e absolutamente anti-científico.

    Por fim, se você não reparou, todos os dados que foram levantados no artigo publicado nesse blog foram fundamentados em pesquisadores sérios e não em opinadores de revistas sensacionalistas.

    Espero que tenhamos esclarecido suas dúvidas.

    Cordialmente.


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