Palestras Católicas

Método de Billings

Posted in Método de Billings by irmãzinha on 20/02/2009
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Para baixar a projeção de slides acima chamada  O Método de Billings, clique em método_de_billings.

O Método de Ovulação Billings (MOB) possui 99% de eficácia para espaçar gestações. É simples, de eficácia comprovada pela Organização Mundial da Saúde e barato. Vários países aplicam-no em grande escala como a Austrália e a Polônia que é um exemplo Pró-Vida para o mundo (veja aqui).

A chave de compreensão do MOB está no muco cervical produzido naturalmente pela mulher que indica, através da sensação (ou seja, sem exames internos), quando ela está fértil ou infértil, por isso mulheres solteiras podem utilizá-lo para conhecimento de fertilidade. A inspeção direta do muco deve ocorrer principalmente pela visibilidade, observando aparência e cor, o mais importante é o registro diário da sensação.

A primeira preocupação da mulher convidada a utilizar o MOB é identificar o seu PBI (Padrão Básico de Infertilidade). Antes do início do período fértil, a mulher, normalmente, apresenta um PBI que pode ser de secura ou fluxo constante (ou um tipo comumente encontrado em ciclos com mais de 35 dias, o PBI combinado).   Se o PBI for de fluxo constante, a usuária deve observar essa fase  durante três ciclos para  ter certeza de qual é o seu PBI individual, além do mais, esse tipo de cautela faz com que a mulher,  que apresenta PBI de fluxo constante, assegure-se do momento de permuta da sensação e consequente entrada no período fértil;  após essa verificação, ela poderá aplicar, se casada, a regra dos primeiros dias, caso queira espaçar a gravidez. Se o PBI for de secura, a usuária casada, no ciclo seguinte, já poderá aplicar a regra dos primeiros dias que  é de relações sexuais em noites alternadas:

As Regras dos Primeiros Dias, aplicadas ao padrão básico de infertilidade, proporcionam segurança no Método de Ovulação Billings, e asseguram o reconhecimento do retorno da fertilidade, no caso de ovulação atrasada  devido a qualquer causa.

Por que à noite? Porque durante o dia ela precisa verificar se ocorre alguma mudança no PBI; a qual, sucedendo-se, indica fertilidade e pede abstinência; se não, ou seja, PBI constante, indica que poderá ter relações à noite.

Por que alternada: dia sim, dia não? Porque a mulher que teve relação sexual na noite anterior (dia sim) com o marido (a eficácia do MOB depende de uma relação estável e a salvação da sua alma depende do fato desta relação estar abençoada por Deus através do Matrimônio), enfim, ela ficará com a sensação alterada e suas observações não serão seguras quanto à sua fertilidade (dia que será não):

Depois das relações, a descarga de líquido seminal desde a vagina pode durar até 24 horas e ser sentido como algo molhado na vulva.

Ela precisa, pois, ficar em abstinência para, no dia seguinte, após se observar durante todo o dia, analisar se poderá ou não ter relações sexuais à noite durante esse tempo de expectativa de fertilidade.

Quando começar o período fértil da mulher, que equivale ao dia de mudança do PBI, ou seja, mudança de sensação, ela precisa aplicar a regra de esperar, em abstinência, para ver o que acontece. Isso porque duas situações podem suceder-se : a primeira, é uma evolução gradual das sensações, dia após dia, até se atingir uma sensação de fertilidade máxima, chamada ápice, que, depois, regride drasticamente (ou de forma descendente); a segunda, é a presença de sensação ou muco que não evolui para um ápice, ou ainda sangramentos que não são decorrentes de menstruação. O segundo caso pede, portanto, que a usuária aguarde em abstinência até o seu PBI retornar, deve ainda esperar três dias em silêncio genital para observar se o PBI se mantém e, assim, em PBI, aplicar a regra das noites alternadas até se verificar  nova mudança que pede nova abstinência.

Identificado o dia ápice, o casal que necessita espaçar a gestação se abstem de relações sexuais até três dias depois do mesmo. Esse período fértil pode durar em torno de 6 a 8 dias, mas isso depende muito da fertilidade pessoal de cada mulher. A segunda preocupação daquelas que desejam utilizar o MOB é  identificar esse Dia Ápice.

Devido ao fato do muco ter a capacidade de dar sobrevida ao espermatozóide durante 3 a 5 dias, a abstinência deve começar quando ocorre mudança de PBI para uma sensação de fertilidade. Sem a presença desse muco, o espermatozóide não sobrevive mais que 2 horas no corpo da mulher . O dia ápice, quando a sensação de fertilidade é maior e que só pode ser identificado por retrospectiva – em comparação com os dias seguintes a ele – apenas indica que a ovulação está ocorrendo, ou se dará nas próximas 24 ou 48h. No entretanto, se ela teve relações sexuais poucos dias antes  dessa  ovulação, o espermatozóide pode estar em seu organismo, conservado com vida devido ao ambiente propício do muco, e acabar fecundando o óvulo, fazendo com que ela vire, a partir desse instante, mamãe: a abstinência, portanto,  começa bem antes da ovulação (com o fim do período de PBI) e vai até três dias depois do Dia Ápice, assim, neste último caso, há tempo do óvulo se desintegrar, pois a sobrevida dele é de 24h, e a mulher se encontrará totalmente infértil. Sendo casada e querendo espaçar a gestação, as relações nesse período infértil   (que começa na manhã do quarto dia contado após o dia Ápice) estão disponíveis todos os dias, a qualquer hora, até  chegar a menstruação que também pede abstinência.

No período menstrual, o casal que segue as regras do MOB não mantém relações sexuais.  As variações no tamanho do ciclo menstrual de uma mulher ocorrem do dia em que a menstruação chega até o dia da ovulação (por exemplo, devido ao estresse). Do dia desta ovulação até a menstruação seguinte, o período tem uma constância que, normalmente, é  de 11, 12, 13, 14, 15 ou 16 dias (veja mais sobre isso aqui) . Logo, uma mulher que apresente, porventura, um ciclo menstrual curto pode significar que já esteja se preparando para ovular durante a menstruação. No entretanto, a sensação provocada pelo muco durante essa fase vai estar muito difícil de ser distinguida. E, se ela tiver relações  enquanto ocorre sangramento menstrual, pode, ainda assim engravidar. Por outro lado, relações durante o período de abundante sangramento  menstrual estão sendo associadas à patologia chamada endometriose, que causa infertilidade e diversos problemas ginecológicos para a saúde da mulher.

A questão da sensibilidade causada pelas variações do muco  é bem interessante. Sabemos que a região que produz o muco em uma mulher é mucosa (claro!). Outra região mucosa do nosso organismo é, por exemplo, a boca. Quando você está com sede, seu cérebro sente que a boca está seca. Mas se você pôr o dedo na boca, o que seu tato vai transmitir ao cérebro? Como toda mucosa, vai transmitir a sensação de  umidade. Na questão do método de Billings, ocorre o mesmo: o que a mulher sente é o que conta e não o que ela observa depois que se toca (isso confunde a interpretação). Exames internos são, portanto, desnecessários:

Não devem ser feitos exames internos, já que isso pode confundir. Uma pergunta de grande ajuda para uma mulher ansiosa é: como é que ela sabe quando vem sua menstruação. Ela admitirá, rapidamente, que sente e vê o sangramento quando chega à vulva. As observações de sensação e aparência serão aplicadas então a todas as demais observações que a mulher faz na vulva. Conforme os dias passam, ela reconhecerá seus padrões de fertilidade e infertilidade, de acordo com os padrões do muco.

Mas o que é esse muco? O muco tem consistência e aparência que varia com as mudanças de fertilidade:  pode ser espessa e opaca até chegar às características de uma clara de ovo cru,  é algo que existe nas mulheres, mas que elas só vão dá valor se prestarem atenção nele. É a mesma coisa que acontece com o dedo mindinho do pé. Por acaso, você sabe que ele está aí? Talvez você passe o dia inteiro sem pensar no pobre coitado dedo mindinho do pé, então, dê um mexidinha nele. Agora, você percebeu que ele existe, não é? Foi só pensar um pouco na sua existência. Com o muco é a mesma coisa, para usar o Método de Billings, a mulher pensará em seu muco durante o dia e, para não esquecer, pode colocar recados na porta da geladeira com uma grande interrogação ou no seu trabalho, ou na sua bolsa, ou na sua agenda para que não esqueça de pensar no muco (como na propaganda da calói de tempos atrás) e na sensação que lhe provoca para, assim, realizar um registro diário que serão as provas para se analisar como anda sua fertilidade.A Sensação é sempre mais importante do que a visibilidade do muco porque este pode não estar visível todas as vezes, mas sua sensação sempre pode ser registrada e nunca se deve esquecer de fazê-lo. A nova usuária Billings faz apenas o registro diário das suas características, de tudo o que sentiu durante o dia,  com suas palavras, quem interpreta é sua orientadora:

Um registro diário das observações feitas na vulva é essencial no Método de Ovulação Billings. O registro das características mais férteis, notadas durante o dia, se faz à noite. O primeiro registro, o qual se inicia imediatamente, é usualmente de 2-4 semanas de duração e se faz sem nenhum contato genital, para que as observações não sejam confundidas com nenhuma secreção devida às relações ou contato genital. O gráfico resultante proporciona informação ao casal e a oportunidade de comunicar-se e tomar decisões. A anotação diária é importante para recordar à mulher o sinal do muco, a cada dia. O registro dá valiosa informação para o casal decidir quando trarão ao mundo seu primeiro ou seguinte nenê.  A mulher deve observar o que SENTE na vulva, sem se tocar, procurando perceber se está:

– seca;

– molhada;

– escorregadia (oleosa, lubrificada).

À noite, antes de deitar-se, deve anotar o que percebeu durante o dia, escrevendo a data de anotação e  as observações do que sentiu.

Um modelo de gráfico, muito interessante é esse:

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Para baixar o modelo de gráfico acima e realizar suas observações diárias nele, clique em Gráfico outro modelo.

É importante salientar que o MOB é o meio de continência periódica mais eficaz que existe e, de fato, é o único dentre todos. As falhas da pílula (não tão pequenas assim, porque eles consideram o aborto um meio de contracepção contra toda lógica até de terminologia) são, muitas vezes, a morte de seres humanos inocentes na primeira semana de vida. Por outro lado, quando as regras do MOB são obedecidas, o casal que tenha razões para espaçar uma gestação atinge essa meta com tranquilidade de 98 a 99% de segurança.

Existe uma animação, muito didática, publicada pela ACI espanhola que pode ser vista se você clicar aqui (observei que o vídeo não está sendo reproduzido através do link, é necessário descarregá-lo no computador para vê-lo na íntegra através do endereço <<Así Funciona>>. É o primeiro item de “aspectos médicos”). Ela mostra a ação que pode ser anticoncepcinal ou abortiva da pílula do dia seguinte (RU 486) mas que, de qualquer forma, é o mesmo que pode acontecer com os filhos das  mulheres que fazem uso de pílulas  ditas “anticoncepcionais”.

Para maiores esclarecimentos, o Dr. John Billings nos informa, em linhas gerais, por que surgiu o MOB:

Não é raro que os casais experimentem algum problema sério, pelo qual evitar uma nova gravidez, ao menos durante um tempo, se converte em uma questão de responsabilidade, inclusive se poderia dizer, uma obrigação. Esta necessidade aumentou com a introdução da pílula anticonceptiva nos anos 60. Houve alguns médicos que imediatamente reconheceram que a idéia de suprimir ou ainda destruir o funcionamento normal de um sistema biológico fundamental do corpo humano, tarde ou cedo seguramente causaria sérias complicações. Este foi bem confirmado com o artigo de janeiro de 1999 do British Medical Journal que reporta 1599 “mortes devidas à pílula”, ocorridas durante os passados 25 anos. Todavia se registram outros efeitos secundários, incluindo ataques cardíacos e infartos provenientes de coágulos sanguíneos que se desprendem na corrente sanguínea, incremento da incidência de câncer de mama, cálculos biliares, diabetes, tumores de fígado, perda da libido, depressão, sangramentos uterinos irregulares, enxaqueca e infertilidade prolongada inclusive permanente, posterior ao uso da medicação. Esta infertilidade é principalmente consequência do dano ao colo uterino. A indústria farmacêutica assinalou desde a primeira introdução da pílula anticoncepcional, que a medicação interferia com o desenvolvimento normal do endométrio em sua preparação para uma gravidez, impedindo a implantação e que portanto algumas vezes operaria esta ação abortiva se a pílula não consegue evitar a ovulação.

Também houve outras consequências em sua maior parte inesperadas, ainda que muitas foram previstas pelo Papa Paulo VI em sua encíclica Humanae Vitae, tais como perturbações na relação conjugal, infidelidade, fracassos matrimoniais e divórcios, aumento da imoralidade especialmente entre os jovens e decisões de alguns governos de impor a seus cidadãos a adoção de métodos contraceptivos ou esterilização compulsiva. Se desenvolveu uma promiscuidade sexual que conduz a aparição de enfermidades de transmissão sexual em proporções epidêmicas em todo o mundo e também gerou uma aceitação crescente do aborto e a homossexualidade.

A efetividade da medicação anticonceptiva através de pílulas, implantes ou injeções, mais a contínua propaganda que em grande medida ocultava os efeitos adversos destas técnicas, fez que fora muito importante intentar desenvolver um método natural e portanto completamente inócuo, com a mesma efetividade ao ser aplicado para evitar uma gravidez. Portanto, se realizou uma cuidadosa avaliação da qual eram os problemas importantes que deviam ser solucionados em consideração ao método em si mesmo, com a esperança que isto ajudaria a prover uma técnica confiável para a regulação da fertilidade em diferentes circunstâncias fisiológicas, sem abstinência prolongada. Estes problemas eram:

A necessidade de conhecer os limites do tempo de sobrevivência espermática depois de uma relação sexual e os fatores determinantes desta capacidade.

Requeria-se um marcador específico da chegada da ovulação, especialmente um método que adverteria a mulher quando se aproximava este momento.

Se necessitava desenvolver e validar o novo método com investigação clínica, incluindo estudos de campo bem desenhados e aplicar investigação de laboratório para confirmar os princípios básicos e as diretivas do novo método.

De qualquer modo, compilamos o texto Billings: o Método sobre a questão do método de ovulação e que pode lhe servir para consulta: fala dos aspectos referentes à teologia moral, traz testemunhos e algumas orientações iniciais para quem deseja implantá-lo na sua cidade (com a cara e a coragem). Caso queira ler esse texto neste blog, fique à vontade; veja, antes, a estrutura dos tópicos e, depois, clique em página 2, logo abaixo:

MÉTODO DE OVULAÇÃO BILLINGS E A SACRALIDADE DA TRANSMISSÃO DA VIDA

1. A POSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO DA VIDA NA UNIÃO CONJUGAL;

2. PATERNIDADE E MATERNIDADE RESPONSÁVEL versus ANTICONCEPÇÃO;

3. FILHOS: DOM MAIS EXCELENTE DO MATRIMÔNIO;

4. MÉTODO DE BILLINGS;

5. PROBLEMÁTICA: COMO CONVENCER OS FIÉIS A SEREM USUÁRIOS E PROMOTORES DO MOB?

6. OBJETIVOS;

7. METODOLOGIA;

8. TESTEMUNHO;

9. PRIMEIRA CONSULTA: ENTREVISTA INDIVIDUAL COM A MULHER OU CASAL;

10.  ORIENTAÇÕES INICIAIS SOBRE MUCO;

11. ORIENTAÇÕES PARA MULHERES QUE DESEJEM DEIXAR A PÍLULA E DOIS TESTEMUNHOS;

12. ORIENTAÇÕES PARA MULHERES NO PERÍODO DA AMAMENTAÇÃO E TESTEMUNHO;

13. ADENDOS: MADRE TERESA DE CAULCUTÁ E PE. LUÍS CARLOS LODI DA CRUZ;

14. ORAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II PELA FAMÍLIA;

15. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

Faça a Leitura, clicando na página 2 (logo abaixo, após as etiquetas):

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